Um filme de arrepiar




O filme “O sequestro no Metrô 1 2 3” não é apenas um filme de ação, de sequestro de passageiros e pedido de resgate, nas entrelinhas mostra a falta de valorização de um profissional que trabalhou a vida inteira no metrô.

Walter Garber (Denzel Washington) é um executivo mas passou para o controle de tráfego porque do Metrô porque é suspeito de ter recebido suborno na aquisição de um maquinário.


Ao tentar descobrir porque uma máquina está parada nos trilhos ele se depara com Ryder (John Travolta). Ele sequestrou um vagão e quer 10 milhões de dólares para não matar os passageiros.

O prefeito é avisado e um negociador da Policia de Nova Iorque é chamado. Ryder não aceita falar com o policial e exige que Garber assuma o controle.
A atuação dos dois grandes astros de Hollywood não é magnifica, mas agrada aos fãs. Eu fiquei satisfeita, mesmo Denzel mantendo o tique de passar a mão na cabeça a todo momento.
O cenário tende a escuridão, mas retrata a tensão dos personagens. Um dos garotos presos no vagão consegue contato com a namorada e passa a transmitir ao vivo o que está acontecendo pela Internet, mas  este fato é pouco aproveitado durante o filme.

O prefeito de Nova Iorque é nojento e pensa apenas nas benesses que o cargo lhe concede. É o verdadeiro politico presente em cada canto do mundo. Ele foi interpretado por James Gandolfini, (família Sprano), morto em 2013, aos 51 anos de idade, vítima de ataque cardíaco.

A discussão sobre a valorização do profissional toma vários momentos do longa. Os diálogos entre sequestrador e funcionário  faz você pensar até que ponto vale a pena ser um Garber.
Ele começou no posto mais baixo do metrô foi fazendo carreira e de repente um suposto caso de suborno mal apurado o faz perder tudo na carreira. Será que os patrões deveriam ter dado a ele outra chance?

Toda a ação do filme gira em torno do embate entre Garber e Ryder: bem e o mal. Quem afinal irá vencer?