Os Treze Porquês

  • 12:14
  • 17 novembro 2015

  • A cada 40 segundos uma pessoa se suicida no mundo. Um relatório da Organização Mundial da Saúde aponta que o suicido é a segunda causa de morte entre os jovens.
    Um ato de coragem ou de covardia? O que justifica você tirar a própria vida?
    Eu não sei e prefiro não julgar, mas é um assunto que me assusta e por isto demorei a fazer a resenha do livro “Os Treze Porquês”, de Jay Asher, que conta a história de uma adolescente que se mata tomando remédios. A obra, publicada em 2007, já vendeu mais de um milhão de exemplares e pode virar série da Netflix.


    O assunto me preocupou ainda mais este ano quando um adolescente da escola da minha filha se suicidou e a atitude dele abalou a todos. Pelos comentários, era um menino alegre e amado pela família e amigos, mas devia trazer uma tristeza muito grande dentro do coração que não foi percebida pelas pessoas que conviviam com ele.


    Escrevendo esta resenha sinto o meu coração apertado e entro em alerta. Não sabemos o que se passa na cabeça dos filhos, dos amigos, enfim de ninguém. Uma pessoa pode estar sofrendo e na correria do dia a dia não percebemos. Quando acordamos esta pessoa querida pode estar morta porque não suportou enfrentar as frustrações da vida.


    No nosso livro, Hannah Baker é uma adolescente que se mata e deixa treze fitas cassetes que devem ser entregues a “amigos”. Cada um deles teve uma participação na decisão dela de ir ao encontro da morte. Após ouvir as fitas, a pessoa deve repassá-las ao próximo da lista. Você acompanha quando estas gravações chegam as mãos de Clay Jansen, um menino que foi apaixonado por Hannah e o desespero dele ao ouvir as palavras da jovem que ele amou.


    Ela expressa sentimentos como este: “Eu me sinto simplesmente vazia. Simplesmente nada. Não me importo mais”, ou como esta,  “Preciso que tudo pare, as pessoas, a vida”.


    Após terminar o livro fiquei muito mal e com medo, porque tenho uma filha adolescente que começou agora a sofrer as pressões de uma nova escola e dos anos que precedem o vestibular. Hoje, estou muito mais atenta as atitudes dela. O livro é uma verdadeira reflexão sobre a vida e como você deve estar atento aos sentimentos que estão no fundo da alma das pessoas que lhe são mais queridas. Não é uma leitura fácil, mas eu recomendo.

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