Morte de adolescente que jogava pela internet coloca pais em alerta

As crianças de hoje levam uma vida muito diferente da minha. Eu morava na praça Maria Pia, no portão de ferro, em Santa Rosa de Viterbo, um lugar delicioso, cheios de árvores frutíferas. Brinquei na terra, comi frutas direto do pé e li muito livro debaixo de árvores maravilhosas e que espantavam o calor.
Os tempos mudaram e muito. O computador tomou o lugar da vida ao ar livre e dos bate-papos presenciais. Tudo é online e algumas notícias nos causam horror e provocam reflexão.



Hoje, como mãe, eu me assusto quando leio que Gustavo Detter, 13 anos, morreu depois de jogar pela Internet com os amigos e aceitar o desafio de ficar sem respirar. Para cumprir o planejado, ele colocou uma corda no pescoço, ficou sem oxigênio no cérebro e morreu 24 horas depois de ser socorrido pelo pai.
A notícia me deixou aterrorizada e com o coração partido porque poderia ter sido alguém próximo de mim e ou de você que como eu acreditava que o quarto era um lugar seguro.
O que fazer? Proibir a Internet? Culpar o jogo?  Não, a culpa é do desafio e da falta de consciência dos perigos causados pelo jogo do desmaio (choking game).



O que leva uma criança, um adolescente aceitar o desafio? Sinceramente, não sei. Deduzo que ele não tinha ideia do perigo que corria. Quando eu tinha a idade dele, eu achava que era forte e que conseguiria fazer tudo. Não passava pela minha cabeça a ideia de morte. Na cabeça dele,  o desafio era apenas diversão sem risco.
Um caso como este me faz refletir e tomar a seguinte decisão: não basta ficar de olho apenas no bebê, você tem que ter cuidado redobrado com os filhos e não importa a idade deles.
Seu filho está trancado no quarto? Entre de vez em quando, procure saber o que ele está fazendo, com quem está conversando. Ele vai fazer cara feia, chamar você de chata e até reclamar de invasão de privacidade. Não importa, fique de olho nele, mas sem ser pegajosa.

Converse com ele, preste atenção nas amizades, nos jogos, no que ele fala e no que ele não fala. Você já teve a idade dele, então vá com calma e distribua muito amor.

Filhos e livros




Eu não poderia deixar de indicar um livro que foi muito útil para mim na educação dos filhos. Vale lembrar que não existe receita para criar uma criança, mas “Quem ama educa”, do Içami Tiba, pode ajudar você a tomar determinadas decisões durante esta jornada incrível que é ser mãe.